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terça-feira, 26 de março de 2013

BDSM



Eu não tinha a intenção de descrever o BDSM “cientificamente”, achei desnecessário já que este tipo de informação existe em todo lugar e acaba sendo repetitivo. Mas acontece que apresentei meu blog a uma amiga baunilha, que vou chamar aqui de “Jú”, e logo vi o quão difícil seria para ela entender isso se não fosse por aqui. (Jú, baunilha é como chamamos pessoas que não participam nem praticam o BDSM, não estou te xingando).
Passando então para a minha amiga numa linguagem que ela possa entender desde o começo, e lembrando que esta é a minha visão, são as minhas lentes, e não necessariamente representa a todas as submissas:

Once upon a time...

B = Bondage
D/S = Dominação Submissão
S/M = Sadomasoquismo

O Bondage é um fetish específico que envolve amarrar ou imobilizar (são utilizadas cordas, correntes, algemas etc). A palavra Bondage vem do francês e tem como significado “servidão”. É uma forma muito interessante e gostosa de apimentar uma relação sexual. 
Para casais que realmente se interessam por esta prática existem formas esteticamente belas de se fazer os nós, e pode se evoluir a forma como se imobiliza o parceiro, na internet podemos ver diversas artes e fotos que mostram este tipo de prática. 
Bom Jú, no meu caso a imobilizada geralmente sou eu, e olha... é bom viu . Você deve estar pensando – Amiga, como assim?!?! É simples, no sexo nós acabamos nos perdendo entre tantas sensações, tantos sentidos. ..Eu estando imobilizada é como se minha cabeça tivesse uma coisa a menos para se preocupar, livre para dar toda atenção ao meu parceiro e a cada movimento dele. É realmente muito excitante e me deixa mais sensível a pequenas coisas.

Dominação D/S é uma relação erótica, afetiva e/ou psicológica onde uma pessoa cede sua autonomia ao seu parceiro. Existem diversas formas de se conduzir este tipo de relação. O importante é você saber que isso envolve uma eterna busca pelos seus limites e seu conhecimento. Você não sabe a distância entre suas forças e suas fraquezas até começar a explorá-las. Para uma submissa o mais importante é ter confiança o suficiente para se entregar totalmente a esta dominação. A partir daí eu teria que passar dias e mais dias escrevendo pra você ter ideia das mais diferentes formas de se Dominar e se submeter. Para uma submissa a busca esta em proporcionar ao seu Dono (Top, Senhor, Mestre e etc) o maior prazer possível, agradá-lo de todas as formas, fazer todas as vontades, fazer com que ele saiba que com você ele pode ser quem realmente é, porque não será julgado ou questionado, ser o que ele quer que você seja, no momento em que ele achar melhor. 
Jú, isso é incrível, você não faz ideia. A partir do momento em que você admira e se entrega ao Dono, é um prazer imensurável satisfazer todos os desejos. É um prazer você ter este poder, de realizar os desejos de uma pessoa que você admira e que te ensina sempre mais sobre você, sobre seu corpo, sua humildade, sua paciência (que eu não tenho muita, mas estou procurando dentro de mim, deve estar em algum lugar...).

Sadomasoquismo é uma relação entre tendências opostas, o Sadismo e o Masoquismo.
O Sádico é o individuo que sente prazer em impor o sofrimento físico ou moral a outro. Já o masoquista é o oposto, é ter  prazer em sentir a dor ou se sentir humilhado ou inferiorizado.  Não lembro como era quando eu achava isso estranho, mas não é tão absurdo quanto você imagina. A dor e o prazer são ligados ao nosso psicológico. O prazer você sabe que varia de uma pessoa para outra não é? Com a dor é da mesma forma. Vai depender do estado emocional, do momento, da pessoa, ENE fatores vão distanciar, ou não, a dor do prazer. E isso é muito particular, impossível ter uma regra. Mas o interessante é exercitar o seu autocontrole. É você conseguir ter a mente aberta e limpa o suficiente para controlar estas sensações e aproveitá-las ao máximo  Não tem como, eu preciso de mais posts pra escrever tudo que eu penso sobre isso. Já escrevi um pouco no post Sem Medo  e mesmo assim falta muita coisa.

Assim Jú, você precisa entender que em primeiro lugar tudo que se faz numa relação BDSM correta é consensual, ou seja, combinado, discutido, clara e sinceramente, sejam sessões esporádica com um play partner ou numa relação 24x7 (integral ou 24 horas por dia x 7 dias por semana).
Se não for consensual podem chamar de qualquer coisa, mas não de BDSM.
Os parceiros são minuciosamente escolhidos para que consigam satisfazer seus fetiches da melhor forma. 
E acima de tudo, todos só têm a ganhar com essa busca pelo prazer.

Bom Jú, é isso ai... Não queria fazer propaganda, mas acho que acabei fazendo.
Agora você vai entender mais meus posts, minhas fotos, os filmes no meu Notebook ( e alguns eventuais hematomas). Mas o importante mesmo amiga, é que esse é um mundinho muito interessante onde eu encontro TODOS OS DIAS pessoas maravilhosas com histórias pra contar, ideias pra compartilhar e mentes abertas e sonhadoras como as nossas.

Kisses and licks * o *






quarta-feira, 20 de março de 2013

D/S - O valor da Submissão


Tudo no universo deve ser bem interpretado.
A submissão pode ser algo maravilhoso, mas também pode ser algo deselegante e grotesco, o que vai trazer esta diferença? A interpretação.

A palavra submissão traz o significado S.f. Ato ou efeito de submeter.
Obediência voluntária; sujeição, Obediência. 3. Sujeição. 4. Humildade.
A partir daí vemos como as coisas podem ser deturpadas.
O desejo feminino pela submissão existe, é comum, e tenho certeza de que todas as mulheres de alguma forma adotam estas práticas. Algumas, por falta de informação, podem achar que a submissão é sinônimo de agressão, violência física e psicológica e na verdade isso só pode ocorrer se é permitido, se abrir espaço para que aconteça desta forma. Claro que fatalidades existem e ninguém nunca conhece uma pessoa plenamente. Mas a entrega deve ser feita com total sinceridade, clareza e objetividade.
O BDSM sempre se apresenta de forma consensual, e para que aconteça, de forma agradável e prazerosa para as duas partes, é necessário deixar claro quais os seus interesses, desejos e limites.
Entender o ser humano e sua cultura deve sim fazer parte destas práticas. É indispensável.
E para as mulheres, nunca associe a submissão à desvalorização.
Para se entregar é preciso conhecer, confiar, admirar e aceitar seu Dono. Nunca duvidando do seu valor, do valor que tem a sua obediência. Muito pelo contrario.
Desde que comecei minhas pesquisas e meus estudos, inicialmente falando com submissas experientes, reconheci nelas este ponto em comum. Todas tem total consciência de que sua submissão é uma joia das mais valiosas. Todas são mulheres fortes, decididas, femininas (teimosas – ops! Brincadeirinha) e esta valorização faz com que procurem as relações certas, não se entrega a obediência e se sujeita a qualquer tipo. E isso não é só no meio BDSM, em tudo! Ninguém vai conseguir adotar uma postura submissa no trabalho ou em estudos se seu superior não lhe transmite confiança e segurança. Você se dedicaria a estudar Língua Portuguesa com um professor que não soubesse falar adequadamente? Obedeceria a seu chefe no trabalho se ele não conhecesse a empresa, os processos ou a equipe?
Seria praticamente impossível.
Então NÃO CONFUNDAM NEM SE DEIXEM ENGANAR! A submissão traz um nível máximo de prazer para uma relação desde que tudo seja consensual e que seja dado o devido valor a submissão e a dominação.

Só para ilustrar, vou definir minha alma submissa: Ouvi de duas pessoas diferentes que minha submissão é uma esmeralda. Logo adoto a esmeralda... Ouvi de outra pessoa que sou uma mulher muito reativa. Então agora sou uma Esmeralda Reativa.

Kisses and licks *o*



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sem medo


Sempre tive a clara impressão de que, ao contrario do que muitos dizem, o BDSM é praticado principalmente por pessoas com um autocontrole e autoconhecimento maior do que a maioria. Muitos dizem que sentir prazer com a dor é alguma forma de sociopatia (não descordo) pode sim ser uma reação a algum comportamento como este, mas o que vejo entre os que conheço no meio BDSMer são pessoas centradas, positivas, inteligentes e que buscam nos sentidos humanos formas diferenciadas de chegar ao prazer. Para isso, insisto, é imprescindível que os dispostos a praticar tais práticas busquem informação e conhecimento constantemente.



Achei muito bom o livro Wilma Azevedo - "Sadomasoquismo sem Medo" e acho uma leitura importante. Tanto para os que já se aventuram ou tem curiosidade sobre o assunto quanto para os leigos que gostam de "atirar pedras" sem conhecimento e embasamento nenhum.





Sado masoquismo

Sem  medo



"Qual é o limite do ser humano em relação ao sexo? Talvez esteja na fronteira que separa o jardim das delícias, de onde fomos expulsos ao morder a maçã. As fantasias não têm limites; por mais estranhas que possam parecer, sempre têm explicações. Em nossa infância encontramos fatos onde o despertar sexual marcou-nos de alguma forma, ligando as primeiras impressões que tivemos sobre sexo, para o resto de nossas vidas.

A sensível perspicácia de psicólogos e sexólogos confirmam que “a mente rege o corpo”. Por isso cada um tem sua própria maneira de fantasiar e usufruir dos prazeres sexuais. Mas a sociedade é muito rígida ao julgar atos alheios, quando desejam ser “diferentes”. Desde o “pecado original” estamos condenados a seguir um padrão estipulado pela maioria. Os que ultrapassam esses limites, se fazem felizes com todo direito de quem transgride as leis dos que “atiram a primeira pedra”.


A Dra. Maria Tereza Zanella que tinha uma coluna na revista Nova, em abril de 9l, ao responder a

pergunta de uma leitora, me esclareceu muito:
P. As pessoas realmente têm limites diferentes de dor ou isso é um mito?
R. Apesar de o fenômeno da dor ainda ser subjetivo, complexo, sabe-se que funciona como um sinal de alerta: indica que algo no corpo não vai bem e precisa de tratamento. É, portanto, um mal necessário. Está comprovado que algumas pessoas são mais sensíveis aos estímulos dolorosos. Essa diferença provavelmente tem explicação psicológica. A ansiedade, assim como a depressão, por exemplo, são fatores que contribuem para intensificar a dor, podendo ser até desproporcional à lesão orgânica que a causou (como uma queimadura). Sendo assim, o primeiro passo para sentir menos dor é controlar os fatores emocionais (exatamente o que se tenta fazer nos cursos de preparação para o parto “sem dor”). Importante: a dor não permanece na mesma intensidade o tempo todo após a lesão. É que o próprio corpo, por meio de um “aviso” dos nervos, libera substâncias naturais para amenizar a dor. (É o que acontece com quem está predisposto a sentir prazer e não dor.) "


Trecho retirado de:



Azevedo, Wilma.

S.em m.edo / Wilma Azevedo. – pag 20-31;São Paulo : Iglu, 1998.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Livre de pensamentos



As vezes eu tenho a impressão de que meu cérebro deu um nó... exatamente assim. Começo a pensar no que fazer, pra onde ir, porque seguir tal caminho.. porque fazer as coisas como tem que ser feitas, e assim começam a se criar linhas e essas linhas se embolam e fazem os nós. Quando isso acontece a única coisa que consigo fazer é parar. Fechar os olhos, escutar uma música, é a única coisa que consigo fazer.
Nesses momentos minha maior vontade é a de sentir uma mão estendida em minha direção. Me dizendo para não pensar, não me preocupar e apenas me deixar ser guiada. Não gosto de decisões. Não quero sempre ser a única a tomar conta de mim para tudo.
 Não quero ter que falar, que sugerir, que decidir, sempre o tempo todo.

Alguém precisa ser responsável por mim as vezes !! (rsrs)
Quando vejo algumas imagens como esta me imagino com a cabeça totalmente vazia, sem nós, sem questões.. me deixando ser guiada, ser apresentada a coisas novas, a novos desafios, novos limites.
 Qual o tamanho deste prazer?
O prazer de ser levada, de conhecer tudo do começo. De, na verdade, se conhecer do começo, ver de fora, saber que esta com alguém que sabe mais sobre a vida, sobre o corpo, os sentidos, e de ter a sorte de ter um mentor para levar pela mão.

E tudo que eu possa fazer por Ele será sempre pouco.

E sempre estarei pronta a agradar e dar o meu melhor pela pessoa que nestes momentos será Meu Tudo.