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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O Dono

Um dia conversando com uma amiga escutei algo em que penso até hoje, comparando o que o Dono é para o mundo e o que ele é com a sua sub, minha amiga disse que o Dono na verdade é: a essência daquele homem é o mais pura possível quando está com você, porque para os outros ele finge, ele socializa, ele mostra o que quer que a sociedade veja, para você não, ele se mostra como é, ele se mostra o mais puro possível. Ele não precisa te agradar, te ganhar, te seduzir... Pode até ser assim no começo, na verdade precisa ganhar sua confiança e depois disso ele será o que tem vontade de ser, e o mais forte possível de suas vontades e desejos serão com você.
Ainda não consigo pensar claramente a esse respeito, mas gostei de ouvir isso. Às vezes podemos pensar que o Dono foi um pouco mais ríspido, mais sucinto, ou algo assim... mas, e se isso for sua verdadeira essência. E se você pudesse tratar as pessoas sem nenhum fingimento, sem nenhuma politica de boa vizinhança como sempre me ensinou a minha avó, e se você pudesse ser 100% você para as pessoas? Existiriam sempre sorrisos? Sempre palavras educadas e sempre o Sim quando te perguntam se está tudo bem? Olha, posso dizer que comigo não seria assim, posso dizer que sorrisos e cumprimentos ainda me custam bastante em certas ocasiões.
Acho que eu seria muito parecida com o meu Dono na verdade rsrs acho que eu seria muito mais sucinta, e direta, e séria, um pouco mais narcisista, um pouco mais sádica talvez rsrs
Por essas e outras é que isso tudo é tão encantador, pois seja a essência ou seja mais um papel á ser interpretado, é o mais forte e profundo que podemos ser.


Beijos a todos e saudades!!!




quarta-feira, 20 de março de 2013

D/S - O valor da Submissão


Tudo no universo deve ser bem interpretado.
A submissão pode ser algo maravilhoso, mas também pode ser algo deselegante e grotesco, o que vai trazer esta diferença? A interpretação.

A palavra submissão traz o significado S.f. Ato ou efeito de submeter.
Obediência voluntária; sujeição, Obediência. 3. Sujeição. 4. Humildade.
A partir daí vemos como as coisas podem ser deturpadas.
O desejo feminino pela submissão existe, é comum, e tenho certeza de que todas as mulheres de alguma forma adotam estas práticas. Algumas, por falta de informação, podem achar que a submissão é sinônimo de agressão, violência física e psicológica e na verdade isso só pode ocorrer se é permitido, se abrir espaço para que aconteça desta forma. Claro que fatalidades existem e ninguém nunca conhece uma pessoa plenamente. Mas a entrega deve ser feita com total sinceridade, clareza e objetividade.
O BDSM sempre se apresenta de forma consensual, e para que aconteça, de forma agradável e prazerosa para as duas partes, é necessário deixar claro quais os seus interesses, desejos e limites.
Entender o ser humano e sua cultura deve sim fazer parte destas práticas. É indispensável.
E para as mulheres, nunca associe a submissão à desvalorização.
Para se entregar é preciso conhecer, confiar, admirar e aceitar seu Dono. Nunca duvidando do seu valor, do valor que tem a sua obediência. Muito pelo contrario.
Desde que comecei minhas pesquisas e meus estudos, inicialmente falando com submissas experientes, reconheci nelas este ponto em comum. Todas tem total consciência de que sua submissão é uma joia das mais valiosas. Todas são mulheres fortes, decididas, femininas (teimosas – ops! Brincadeirinha) e esta valorização faz com que procurem as relações certas, não se entrega a obediência e se sujeita a qualquer tipo. E isso não é só no meio BDSM, em tudo! Ninguém vai conseguir adotar uma postura submissa no trabalho ou em estudos se seu superior não lhe transmite confiança e segurança. Você se dedicaria a estudar Língua Portuguesa com um professor que não soubesse falar adequadamente? Obedeceria a seu chefe no trabalho se ele não conhecesse a empresa, os processos ou a equipe?
Seria praticamente impossível.
Então NÃO CONFUNDAM NEM SE DEIXEM ENGANAR! A submissão traz um nível máximo de prazer para uma relação desde que tudo seja consensual e que seja dado o devido valor a submissão e a dominação.

Só para ilustrar, vou definir minha alma submissa: Ouvi de duas pessoas diferentes que minha submissão é uma esmeralda. Logo adoto a esmeralda... Ouvi de outra pessoa que sou uma mulher muito reativa. Então agora sou uma Esmeralda Reativa.

Kisses and licks *o*



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sem medo


Sempre tive a clara impressão de que, ao contrario do que muitos dizem, o BDSM é praticado principalmente por pessoas com um autocontrole e autoconhecimento maior do que a maioria. Muitos dizem que sentir prazer com a dor é alguma forma de sociopatia (não descordo) pode sim ser uma reação a algum comportamento como este, mas o que vejo entre os que conheço no meio BDSMer são pessoas centradas, positivas, inteligentes e que buscam nos sentidos humanos formas diferenciadas de chegar ao prazer. Para isso, insisto, é imprescindível que os dispostos a praticar tais práticas busquem informação e conhecimento constantemente.



Achei muito bom o livro Wilma Azevedo - "Sadomasoquismo sem Medo" e acho uma leitura importante. Tanto para os que já se aventuram ou tem curiosidade sobre o assunto quanto para os leigos que gostam de "atirar pedras" sem conhecimento e embasamento nenhum.





Sado masoquismo

Sem  medo



"Qual é o limite do ser humano em relação ao sexo? Talvez esteja na fronteira que separa o jardim das delícias, de onde fomos expulsos ao morder a maçã. As fantasias não têm limites; por mais estranhas que possam parecer, sempre têm explicações. Em nossa infância encontramos fatos onde o despertar sexual marcou-nos de alguma forma, ligando as primeiras impressões que tivemos sobre sexo, para o resto de nossas vidas.

A sensível perspicácia de psicólogos e sexólogos confirmam que “a mente rege o corpo”. Por isso cada um tem sua própria maneira de fantasiar e usufruir dos prazeres sexuais. Mas a sociedade é muito rígida ao julgar atos alheios, quando desejam ser “diferentes”. Desde o “pecado original” estamos condenados a seguir um padrão estipulado pela maioria. Os que ultrapassam esses limites, se fazem felizes com todo direito de quem transgride as leis dos que “atiram a primeira pedra”.


A Dra. Maria Tereza Zanella que tinha uma coluna na revista Nova, em abril de 9l, ao responder a

pergunta de uma leitora, me esclareceu muito:
P. As pessoas realmente têm limites diferentes de dor ou isso é um mito?
R. Apesar de o fenômeno da dor ainda ser subjetivo, complexo, sabe-se que funciona como um sinal de alerta: indica que algo no corpo não vai bem e precisa de tratamento. É, portanto, um mal necessário. Está comprovado que algumas pessoas são mais sensíveis aos estímulos dolorosos. Essa diferença provavelmente tem explicação psicológica. A ansiedade, assim como a depressão, por exemplo, são fatores que contribuem para intensificar a dor, podendo ser até desproporcional à lesão orgânica que a causou (como uma queimadura). Sendo assim, o primeiro passo para sentir menos dor é controlar os fatores emocionais (exatamente o que se tenta fazer nos cursos de preparação para o parto “sem dor”). Importante: a dor não permanece na mesma intensidade o tempo todo após a lesão. É que o próprio corpo, por meio de um “aviso” dos nervos, libera substâncias naturais para amenizar a dor. (É o que acontece com quem está predisposto a sentir prazer e não dor.) "


Trecho retirado de:



Azevedo, Wilma.

S.em m.edo / Wilma Azevedo. – pag 20-31;São Paulo : Iglu, 1998.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Livre de pensamentos



As vezes eu tenho a impressão de que meu cérebro deu um nó... exatamente assim. Começo a pensar no que fazer, pra onde ir, porque seguir tal caminho.. porque fazer as coisas como tem que ser feitas, e assim começam a se criar linhas e essas linhas se embolam e fazem os nós. Quando isso acontece a única coisa que consigo fazer é parar. Fechar os olhos, escutar uma música, é a única coisa que consigo fazer.
Nesses momentos minha maior vontade é a de sentir uma mão estendida em minha direção. Me dizendo para não pensar, não me preocupar e apenas me deixar ser guiada. Não gosto de decisões. Não quero sempre ser a única a tomar conta de mim para tudo.
 Não quero ter que falar, que sugerir, que decidir, sempre o tempo todo.

Alguém precisa ser responsável por mim as vezes !! (rsrs)
Quando vejo algumas imagens como esta me imagino com a cabeça totalmente vazia, sem nós, sem questões.. me deixando ser guiada, ser apresentada a coisas novas, a novos desafios, novos limites.
 Qual o tamanho deste prazer?
O prazer de ser levada, de conhecer tudo do começo. De, na verdade, se conhecer do começo, ver de fora, saber que esta com alguém que sabe mais sobre a vida, sobre o corpo, os sentidos, e de ter a sorte de ter um mentor para levar pela mão.

E tudo que eu possa fazer por Ele será sempre pouco.

E sempre estarei pronta a agradar e dar o meu melhor pela pessoa que nestes momentos será Meu Tudo.